Tendon structural adaptations to load exercise are inhibited by anabolic androgenic steroids

Os esteróides anabólicos androgênicos (EAA) podem predispor alterações morfofuncionais e acarretar ruptura aos tendões. Porém, pouco se sabe sobre a influência dessas drogas na camada peritendínea e área interna de diferentes regiões dos tendões. Assim, este trabalho teve como principal objetivo avaliar as alterações morfológicas e o conteúdo de colágeno em diferentes regiões do tendão calcâneo (TC), tendão flexor superficial (TFS) e tendão flexor profundo (TFP) quando aplicado exercício de carga associado ou não a EAA. Ratos Wistar foram divididos em quatro grupos experimentais (n = 5/grupo): sedentário (S), treinados (T), tratados com EAA (5 mg/kg de peso corporal, duas vezes por semana) (EAA) e animais tratados com EAA e treinados (EAAT). Os tendões foram processados e analisados por meio da técnica de histologia morfometria e quantificação de hidroxiprolina (OH-Pro). Os principais achados mostram que o treinamento aumentou a densidade de volume (Vv%) de vasos sanguíneos em todas as regiões do TC e TFP; aumentou a Vv% de células da camada peritendínea nas regiões proximal e distal do TFS e proximal do TFP; aumentou a Vv% de células do tendão propriamente dito nas regiões proximal e distal do TFS e TFP. A administração de EAA isolada não mostrou alterações significativas sobre a morfologia, exceto a ocorrência de células redondas e alinhadas contornando internamente a camada peritendínea da região distal do TC e diminuição da concentração de OH-Pro na região proximal do TFP. Porém, a associação de EAA e exercício de carga apresentou como principal efeito negativo a detenção do aumento da Vv% de vasos na região proximal do TC, intermediária do TFS e todas as regiões do TFP e um aumento exacerbado da Vv% de células adiposas na região proximal do TC. Resultados semelhantes foram encontrados em relação à concentração de OH-Pro, em geral o treinamento aumentou e a associação de EAA e exercício reduziu o conteúdo de OH-Pro. Em conclusão, o exercício promove modificações morfológicas benéficas para adaptação do tecido à sobrecarga. No entanto, esse efeito parece ser perdido quando há associação de EAA e exercício de carga e esta implicação negativa pode acarretar potencial risco de lesão aos tendões.

 

Grupo de Pesquisa Plasticidade Musculotendínea